Hey!


Texto publicado na Coluna Hey! do Diário de Pernambuco, em 09 de março de 2007

 

Paulo André ouviu

 

 

Foram dez anos de tentativas, abordagens, súplicas. The Playboys – das mais irreverentes bandas da cena local – cansou de mandar fitas demo para Paulo André Pires, criador do Abril Pro Rock, tentando tocar no evento. Em 2003, montaram um stand no APR para vender discos e acessórios. Dois anos depois, o espaço virou o famoso palco 3, onde a banda fez shows à revelia da organização. No ano passado, deram sua cartada mais ousada e divertida, com o lançamento do single “Paulo André Não Me Ouve” em pleno festival. Depois de tanto barulho, Paulo André ouviu. Colocou uma enquete no orkut sobre a possível participação da banda. Choveram pedidos de fãs desesperados para que eles realizassem seu sonho. E finalmente veio o anúncio: The Playboys será uma das atrações da edição 2007. Além disso, o palco 3 foi oficializado, servindo de espaço para grupos iniciantes mostrarem seus trabalhos em mini-shows. A Hey! fez algumas perguntas a ZGR, que toca tecladinho de brinquedo na banda que brinca de punk.

 

 

 

Como foram os contatos com Paulo André?

O contato inicial foi em 1997 e desde então a gente vem entregando fitinhas demos, cds e releases. Ele deve ter um verdadeiro arsenal de material dos The Playboys, é um verdardeiro fã da banda.

 

Ele já havia falado com vocês sobre a música “Paulo André não me ouve”?

Ele não falou diretamente a respeito. Mas, segundo comentários “em off”, Paulo André não só gostou desta música, como de todas do single. O vídeo-clipe de “Paulo André Não Me Ouve” - que foi premiado no Festival de vídeo de Pernambuco - teve autorização do próprio. Um verdadeiro apreciador da arte.

 

Como ficará o sentido da música agora? Vocês vão tocá-la?

Claro que sim, foi um dos carimbos para o nosso passaporte para o APR. Seria uma injustiça não tocá-la. Estamos estudando a participação do próprio Paulo André no show. E provavelmente iremos mudar o tempo verbal da letra.

 

Qual a expectativa de vocês depois de tantas tentativas?

Não é fácil você esperar dez anos por uma coisa, mas esperamos. Vai ser um show inesquecível. Tocar em um dos maiores festivais do país, ao lado de figurinhas carimbadas como Mutantes e Marky Ramone! Depois disso acho que nossas vidas vão mudar completamente, estamos pensando em comprar uma casa pra nossas famílias e viver da aposentadoria pós-APR.



Escrito por André Balaio às 06h12
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Faça “air”, não faça guerra

 

 

O Air Guitar é um instrumento imaginário com o qual se finge tocar guitarra. Começou nos anos 70, em shows de heavy metal, onde marmanjos na frente do palco dublavam os solos de seus guitarristas preferidos. Com o tempo a prática deixou de ser brincadeira para virar uma coqueluche com ares de esporte, dança, “arte performática”. Países como Finlândia, Austrália, Inglaterra, Japão e Estados Unidos passaram a sediar torneios com regras bem definidas (as performances duram apenas um minuto), torcidas fanáticas, prêmios, etc.

No próximo dia 23, estréia nos EUA “Air Guitar Nation”, documentário sobre um campeonato realizado nos Estados Unidos. A julgar pelo trailer já disponível na Internet (http://www.youtube.com/watch?v=ea32R_2jSxg), o filme promete ser um dos mais divertidos do ano. Na definição de uma participante, o Air Guitar “tem a ver com liberdade. Você não precisa ser um rock star... para ser um rock star!”. A coisa é levada realmente a sério. Em determinado momento, um aviso na parede informa: “A partir deste ponto, nenhuma guitarra é permitida”. A trilha sonora tem David Bowie, Kiss, Motorhead, Smashing Pumpkins, Queen, Cheap Trick, entre outros. A página do filme é http://www.airguitarnation.com/2007/ .

 

Pop! Goes my heart

 

 

A mania dos anos 80 não tem fim. Na comédia romântica “Letra e música”, atualmente em cartaz, Hugh Grant faz o papel de um decadente astro surgido na década perdida. O filme começa com um clipe da Pop!, banda de mentirinha, onde ele cantava e tocava teclados. Foi feita uma "reconstituição de época" bem legal. A bateria é aquela Simmons, hexagonal, de som horroroso. O baixo é daqueles com "braço cortado", sem tarrachas. O visual do clipe tem o colorido trash da época e uma profusão de quadradinhos xadrez. Os integrantes da banda têm cabelos onde se destacam horrendos mullets e franjinhas arrepiadas. A Pop! parece uma mistura do Wham! (de George Michael) com Duran Duran. O vídeo é hilário e, claro, já faz estrondoso sucesso na rede: http://www.youtube.com/watch?v=S0A7dtdc-nU 

 

Prêmio da semana

Celina Kelly é o nome da ganhadora da discografia completa em mp3 de The Jesus and Mary Chain. Ela foi sorteada entre os que acertaram o nome da música do Jesus regravada pelos Pixies no disco Trompe Le Monde: “Head on”. E já que falamos nos anos 80, a Hey! vai sortear uma super-coletânea com clássicos da época em mp3. Tem Duran Duran, Cindy Lauper, Erasure, A-ha e várias outras pérolas desta época absurda. Para ganhar, basta escrever para a Hey! (andrebalaio@gmail.com) dizendo o nome da banda inglesa que tinha entre seus integrantes o hoje famoso DJ Fatboy Slim. No Brasil, fizeram muito sucesso com um certo “Melô do papel”.



Escrito por André Balaio às 06h12
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